18/07/2016

Não compre roupas. Compre livros



Também achei a dica meio besta quando pensei nela. Mas não é que funcionou? Investir em novos books ao invés de novos looks pode ser mais prazeroso do que você imagina - e a iniciativa ainda traz o freio sustentável do Desapegão.

Aconteceu comigo na semana passada. Num dia meio à toa (por hora, sou desses), fui tomado pela sede de consumo fashion e, sem hesitar, saí atrás de algo para vestir. Mas aí veio a culpa e me deu um belo chute no traseiro. De fato, no catálogo das minhas roupas, não faltava nada. Comecei a pensar então em algo verdadeiramente útil - porém, igualmente agradável - para adquirir. Não foi difícil chegar aos livros.

Em vez de uma camiseta, um cinto ou uma calça, ensacolei o clássico 'Mrs. Dalloway', de Virginia Woolf, traduzido por Mario Quintana. Que comprão, meus caros! Devorei a obra em três dias e até escrevi um textinho inspirado nela. Nunca me alegrei tanto de ter trocado uma compra por outra.

Não exibirei um modelito novo àzamigue, mas ao menos o papo com o povo será muito, muito melhor.

Quer mais dicas de looks para enfeitar o cérebro? Alguns amigões acabaram de lançar livros e eu os recomendo sorrindo. Marco Bezzi e Daniel Fernandes escreveram 'Como o rock pode ajudar você a empreender' - o nome diz tudo (e também quero descobrir); já Gilberto Amendola reuniu suas crônicas mais bacanas em 'Corações de mentira não pagam aluguel' (delícia pura!); por fim, Joana Zylbersztajn publicou 'A laicidade do Estado brasileiro', fruto da tese de doutorado que ela defendeu na USP e ótima referência para quem quer qualificar a discussão (tão atual e fundamental).

Agora, é só você ahazar.