28/06/2016

New home, new donations

Caríssimas e caríssimos, sejam bem-vindos ao novo endereço deste singelo blog, que também teve seu nome simplificado: agora, o 365.me é apenas 365. Mas não se preocupem, as mudanças acabam aí. O conteúdo, os projetos e a linha editorial láááááá do início seguem os mesmos. Aliás, tudo o que vivemos juntos até aqui foi devidamente migrado para esta nova plataforma – e o Projeto Desapegão continua firme e forte.

Falando no bendito, trago outra novidade. Depois de passar os seis primeiros meses da missão sem comprar nada (como contei aqui), acabei abrindo um caticulino a carteira e ensacolei três novas roupénhas. Assim, tirei seis peças do armário (veja abaixo), como manda o Desapegão, e já as doei (desta vez, para Dedé, a salvadora, a mulher que mantém meu lar habitável toda semana).



Somando as oito roupas entregues ao abrigo Marly Cury em janeiro, já são 14 peças doadas desde o início do projeto. Não é um número tão cintilante, mas também não tão miserável, né? E bola pra frente, porque ainda há quatro meses de missão à vista!

Bora?

19/06/2016

10 looks minimalistas para você pirar na onda do 'menos é mais'

Uma peça, uma cor. Aprenda a mágica do 'one piece style' com algumas grandes grifes e veja como dá para ahazar na noitchy vestindo um único modelito - ou seja, sem gastar uma montanha de dinheiro em uma montanha de roupas e acessórios (que depois vai virar uma montanha de lixo). Anote aí: minimalismo bem executado faz bem ao bolso, ao meio ambiente e, sobretudo, aos olhos.



1. Jil Sander




2. Calvin Klein




3. Onepiece




4. Yohji Yamamoto




5. Nº21




6. Alexandre Herchcovitch




7. Robert Geller




8. Osklen




9. Helmut Lang




10. Raf Simons

15/06/2016

Catalogue as suas roupas. Sérião



Você sabe quantas camisetas há no seu guarda-roupa? E quantas calças? Quantos vestidos? Tops? O questionário pode soar ingênuo e desnecessário, mas não é: justamente por não conseguir respondê-lo, muita gente cai no fatídico "não tenho nada para vestir" quando vislumbra o look do dia. E se joga cegamente às compras, atrás de algo que, após uma boa fuçada, ressurge no próprio armário.

Pensando em frear este ímpeto consumista (e nada sustentável), um dos alicerces do Projeto Desapegão, retomei uma prática que criei há alguns anos e acabou enterrada pelo tempo: a catalogação de roupas. O nome é feio e tão chato quanto a prática em si, mas, ao menos para mim, funciona como um antídoto eficiente contra aquela falsa impressão do cabideiro tomado apenas por trapinhos velhos.

Sim, dá trabalho. Na minha última missão de esvaziar o guarda-roupa e catalogar todos os seus itens, levei quase quatro horas - e isto já tendo uma certa expertise no negócio. Se para você a tarefa parece hercúlea demais, pense na possibilidade de dividi-la em mais dias ou ir executando-a com o tempo, sem pressa. No meio do caminho, surgirão as reais velharias e aí você já pode separá-las para doação - outro pilar do Desapegão. No fim da empreitada, o seu closet estará totalmente mapeado e, quando surgir a sensação de que não existe nada nele, acesse o catálogo. Verifique então se você realmente precisa de outro sapato, de mais uma saia, da 23ª camisa ou da 8ª jaqueta. O resultado é surpreendente e libertador.

Para facilitar a visualização da bagaça, eu fotografo cada peça, com o celular mesmo, coisa bem caseira (veja acima). Aí, separo as imagens em pastas (Camisetas, Camisas, Calças, Jaquetas, Bolsas, etc.) e reúno todas em um espaço só do computador, chamado Roupas e Acessórios. Obviamente, você pode fazer de outro jeito - com planilhas, no Word, em Power Point, enfim, da maneira que achar melhor. O importante é deixar a coisa simples, objetiva e pronta para consultas rápidas. Usa algum serviço de nuvem? Suba o catálogo nele e acesse o seu guarda-roupa inteiro pelo celular, sobretudo quando aquela passada no shopping reacender a imagem enganosa do cabideiro pobrinho e trapeado.

Se a tentação falar mais alto, lembre-se do trabalhão que deu catalogar toda a sua sede consumista. Você, no mínimo, deixará a compra para outro dia. ;)

07/06/2016

Dê o 'play' no Desapegão

Treinar o desapego é sempre saudável - seja qual for o seu alvo. Aqui, no 365, o foco agora está nas roupas e no consumo, com o Projeto Desapegão. Mas acredito que a experiência possa abraçar outras áreas das nossas vidas, inclusive aquelas que envolvem elementos não-materiais. Aliás, estas talvez sejam boas linhas iniciais para quem procura se libertar do acúmulo de coisas: deixando primeiro o desejo excessivo de ser, pode ficar mais fácil o desapego de ter. Então, inspire-se:

Desapega de se levar tão a sério



Jennifer Lawrence fala dos seus momentos mais embaraçosos, incluindo os vários tombos em tapetes vermelhos e o dia em que confundiu uma mulher com Elizabeth Taylor (na época, já falecida).



Desapega de querer agradar todo mundo



Celebridades leem os tweets mais maldosos escritos sobre elas mesmas, ao vivo, no palco do Jimmy Kimmel.



Desapega de ser o macho-alfa all the fucking time



John Krasinski encarna a diva Tina Turner com maestria na Batalha de Lip Sync.



Desapega de se achar superior



Dirigidos por Guy Ritchie, Madonna e Clive Owen esculacham o estrelismo de algumas celebridades - como a própria Madonna.



Desapega de querer ser perfeitamente linda



Este vídeo da Dove mostra como as mulheres geralmente são muito mais bonitas do que elas mesmas pensam. Emocionante.

02/06/2016

Um ano sem comprar roupas. Você conseguiria?



Enquanto eu toco meu humilde e singelo Projeto Desapegão, doando duas peças de roupas a cada nova comprada ou recebida de presente - durante 365 dias - , tem gente bem mais ousada por aí. E gente famosa. Famosa nível Anne Hathaway.

A atriz postou em seu Instagram a imagem de um texto escrito por Sarah Sweeney no site Salon, em que a autora conta que decidiu ficar um ano inteiro sem comprar roupas, sapatos, bolsas, acessórios e joias. Nada? Nadinha. O motivo é o mesmo de um dos pilares do Desapegão: sustentabilidade.

"Um milhão de toneladas de roupas são jogadas fora todos os anos", escreve Sarah, citando como fonte o Wildculture. "E 50% deste total vai parar em aterros." A autora ainda revela que, para a produção de apenas um par "daquele lindo jeans que você pretende usar só de vez em quando", são utilizados 1.800 galões de água na irrigação do cultivo de algodão necessário para a fabricação da calça. Fiquei bege.



Mas recuperei o ânimo com uma boa surpresa: ao compartilhar o texto, Anne Hathaway contou que, há alguns anos, também encarou o desafio de passar 365 dias sem adquirir vestuário e afins. "Foi realmente libertador. Somos tão incentivados a comprar, comprar e comprar para nos sentirmos completos - e este artigo mostra por que dar um passo para trás é uma boa ideia. Espero que você curta tanto quanto eu curti!", escreveu a atriz no post. Cremosidade, hein?

Portanto, se a minha cara feia e anônima era a sua desculpa para não consumir menos, você tem agora o belo e famoso rosto (além do lindo exemplo) de Anne Hathaway para aderir à missão. Tamo junto?