28/05/2016

Yes, do it yourself

Já tirei um sarro aqui do povo que customiza roupas sem dominar muito a técnica e acaba criando uns zumbis para vestir. Por isto, hoje, venho me redimir caso tenha desencorajado alguém a aderir à onda do 'do it yourself', tão alinhada e em sintonia com o Projeto Desapegão. Sim, renovar o closet transformando peças velhas em novas faz bem ao bolso e ao meio ambiente - e até eu, que tenho pouquíssima afinidade com agulhas e linhas, já me arrisquei na tarefa.

A chance de cagar tudo e endossar a minha própria piada era imensa, mas encarei o desafio. E não é que deu certo? Usando apenas uma tesoura, fiz uma calça detonada virar uma bermuda - modernénha até - e uma camiseta preta caretona ganhar ares mais descolados. Ó:



Em outra empreitada, busquei auxílio profissional. Fui à costureira ao lado de casa e, dos recortes em uma calça de alfaiataria, nasceu outra bermuda. Não me lembro do quanto paguei pelo serviço, mas certamente foi bem menos do que eu desembolsaria em uma peça nova.



Então, amiguinhos, a lição de hoje é essa: respire fundo e tente. A providência gritou? Procure um profissional. Mas não abandone a ideia de customizar as suas velharias. Se elas virarem uns Frankensteins... tem carnaval todo ano, né? ;)

09/05/2016

Desapegão completa seis meses, com ponto para a pegada sustentável

Foi tudo tão rápido que a data quase passou despercebida. No último dia 5, o Projeto Desapegão completou seis meses de vida. Seis meses! Ou seja, já acabou metade do meu desafio de, durante 365 dias, doar duas peças de roupas a cada nova comprada ou recebida de presente.

E a constatação geral até agora é de que o caráter solidário do projeto vem perdendo – feio – para a pegada sustentável. O compromisso citado aí em cima tem funcionado bem mais como um breque no consumismo e bem menos como uma ferramenta de doação. Pensando no dever de tirar duas peças do guarda-roupa a cada nova inserida, acabo não comprando nenhuma.

Tanto que, nestes seis meses, não adquiri nada vestível. Nadinha. As oito míseras roupénhas doadas em janeiro tiveram origem em quatro presentes recebidos no Natal. Um miserê de solidariedade, uma riqueza de economia (e sustentabilidade).

Tique-taque amigo

Se no projeto passado, do Perucão Solidário, o tempo passou vagaroso e torturante, por conta dos perrengues de um cabelo sem corte durante 365 dias, no Desapegão, o andar do calendário me tem sido leve. Afinal, não levar o projeto na cabeça, literalmente, torna a empreitada menos ostensiva – e penosa.

O tempo voa tranquilo, favorável.

E como tem sido o desafio para os nove desapegados, parceiros de missão? Em breve, alguns deles falarão das suas experiências por aqui. Para os próximos seis meses, espero que todos nós sigamos com o foco ajustado nos pilares do projeto, seja consumindo menos, seja doando mais. Que Nossa Senhora do Desapego nos ilumine.

Amém.