24/09/2015

Aprendam, grandões

Quando o assunto é solidariedade capilar, meninos vêm dando aulas para nós, marmanjos. Já registrei aqui a minha indignação contra o preconceito que atinge homens cabeludos e inibe, portanto, doações masculinas de madeixas. No mesmo post, contei a história de Christian McPhilamy, um menino americano que encarou dois anos de bullying após resolver deixar a cabeleira crescer, para doá-la.

Mesmo sob ataque, o pequeno Christian não desistiu. E doou longos feixes platinados, mostrando determinação e coragem exemplares, ausentes em muitos barbados talhados pela idade. Agora, no Brasil, surge outro pequeno-grande herói: Luís Guilherme Magalhães Rodrigues. No "alto" dos seus 9 anos, o matogrossense não apara a jubinha desde os 6, para doá-la ao Hospital do Câncer de Mato Grosso.



Rosilda, mãe de Luís, conta, nesta reportagem do G1, que o filho - obviamente - é vítima de piadinhas. Mas ela garante: a maioria das pessoas se comove ao descobrir o motivo do cabelón. "Alguns parentes já choraram de emoção."

O menino criou seu próprio projeto do perucão solidário quando ficou internado por causa de uma crise de sinusite e conheceu crianças com câncer. Três anos depois, ostentando cachos compridos e lindushos, Luís não quer parar. Assim que concretizar a doação, começará um novo "cultivo", que se estenderá até os seus 15 anos!

Aprendamos.