19/05/2015

Alegria, alegria: nascem duas novas peruquetes

Não preciso de audiência bombada, manchete no UOL ou lugar no sofá da Fátima Bernardes. Para mim, sucesso é isso: gente bacana sendo inspirada pelo blog a decidir pela solidariedade. E, desta vez, duas lindezas - que nem se conhecem - resolveram embarcar, quase simultaneamente, na missão do perucão do bem. Evelin FominCamila Kzan são as minhas novas parceiras de projeto e também ficarão 365 dias sem cortar os cabelos, para doá-los, depois, a uma instituição que confecciona perucas para pessoas com câncer. As duas se juntam ao time que tem outras cinco peruquetes, todas igualmente voluntárias e queridas (veja abaixo). Preciso de mais o que, né? ;) Bem-vindas, gatas!

Evelin Fomin



"Eu tenho acompanhado o 365 e, a cada post, fui sendo tocada. Curioso é que coincidiu com uma fase em que estou deixando meu cabelo crescer porque quero mudar o corte. Sempre gostei muito de mudar o visual, meus amigos dizem que sou uma camaleoa. Mas também estou vivendo um momento diferente. É uma das minhas fases de maior desprendimento e desapego. Tudo está mais simples e com um sentido maior. Então, por que não me juntar a um projeto que dá esse sentido maior a um desejo banal de mudar o corte? Fiquei tão animada em participar que espalhei a notícia para os amigos íntimos. Uma delas entendeu na hora o que isso significaria para mim. Uma outra foi mais pessimista - ou realista - e disse: 'Mas em um ano o seu cabelo não vai crescer tanto assim'. É que meu cabelo vem da genética russa, da linhagem do meu pai. Herdei o fio fino, às vezes quebradiço, dependendo das mudanças hormonais. Já tive cabelão mais preenchido, com fios lisos, curvos, lisos de novo. Então, ainda não tenho ideia de como vou enfrentar esse período. Conto com o 365 na jornada - e um óleo de argan, se necessário!" (Foto: Lienio Medeiros)

Camila Kzan



"No início deste ano me vi bastante assustada com tantas coisas acontecendo no Brasil e no mundo. Aqui uma violência desenfreada, São Paulo e arredores sem água, o atentado do Charlie Hebdo em Paris, guerras que parecem distantes e não são bem assim... Conversando com uma amiga que sentia o mesmo que eu, disse que, mais do que falar, neste ano eu iria fazer coisas para mudar o mundo. Coisas pequenas, que não fazem diferença no nosso cotidiano corrido, mas que fazem muita diferença para os outros e o mundo. Participar deste projeto é apenas uma pequena ação na minha vida que vai ajudar pessoas que precisam. Um ano sem cortar meu cabelo é algo pequeno - e menor ainda quando comparado à vida de alguém que passou por um câncer. Neste período, devo fazer hidratação de 15 em 15 dias, que já é mais ou menos o que faço hoje. Mas, com certeza, terei de usar produtos melhores e, talvez, encarar tratamentos mais fortes, de vem em quando."

Conheça as outras parceiras do projeto: