23/02/2015

Veja as famosas que doaram cabelos para pacientes com câncer

Ainda na vibe do Oscar 2015 e seu tapete vermelho abarrotado de gente linda, notória e rycka? Então, conheça as celebrities hollywoodianas unidas pela solidariedade capilar - e algumas brasileiras também:



Anne Hathaway: a atriz teve a juba cortada a faca em uma cena de 'Os Miseráveis'; chorou pacas, mas doou as madeixas



Shailene Woodley: resolveu doar os cabelos enquanto se preparava para filmar 'A Culpa É das Estrelas', que retrata justamente o drama de pacientes com câncer



Miley Cyrus: muita gente criticou o novo corte da cantora e a fundação Official Cancer bradou: "Miley doou o cabelo a uma instituição de combate ao câncer. E você está chamando-a de feia. Ela é mais bonita do que você"



Marina Ruy Barbosa: encarregado de cortar as madeixas da atriz para a caracterização de sua personagem na novela 'Império', o hairstylist Tiago Parente sugeriu a doação e se responsabilizou por concretizá-la



Juliana Paes: cortou a juba para lançar a campanha 'Fios Pro Bem', no Rio de Janeiro, e incentivou amigos e fãs a aderirem à causa



Valesca Popozuda: mudou o visual em prol do projeto Mecha da Alegria, campanha da instituição mineira Lar de Teresa, que apoia pacientes em tratamento contra o câncer

18/02/2015

125 dias depois...



... eis o estado das minhas madeixas, retratado com maestria pelo top fotógrafo Daniel Aratangy, o mesmo que registrou, em outubro de 2014, o início do projeto da juba solidária. Se você chegou agora, explico: na primeira missão deste blog, me comprometi a ficar 365 dias sem cortar os cabelos, para doá-los, depois, a uma instituição responsável por confeccionar e entregar perucas a crianças com câncer.

Voluntariamente, Dani vem registrando, de tempos em tempos, a evolução do projeto - e, involuntariamente, garantindo a sua execução. Com uma vigilância tão qualificada, não dá para sair dos trilhos... As novas fotos, aliás, comprovam que os fios têm crescido a contento e continuam longe de tesouras e navalhas, como o prometido (veja mais abaixo).

Dani-san está de olho!









Fotos: Daniel Aratangy

11/02/2015

Uma viagem pelas raízes históricas dos cabelos



A aflição de completar 40 anos, no último dia 8, foi amenizada pelo carinho dos amores e amigos, expresso em gestos, palavras... e presentes especiais. Um deles veio do casal sensacional Fabiano e Stella Ribeiro (parceira nossa, lembra?) e teve este blog como alvo: o 'Livro do Cabelo' (Editora Leya), escrito pela jornalista e pesquisadora Leusa Araujo. Muito graçola!

Linda e ricamente ilustrada, a obra vai bem além de relatar os modismos e os estilos capilares de cada época, trazendo um registro histórico sobre o significado da juba (ou da falta de) nas diferentes culturas e religiões. O leque de assuntos abrange tópicos tão diversos quanto política, celibato e bruxaria.

"Durante séculos, o tipo de penteado funcionou como uma espécie de documento de identidade, uma declaração de pertencimento das pessoas a determinado sexo, grupo, idade, religião, profissão e posição ocupada na comunidade", escreve Leusa.



Ao alcançar o século 21, a linha histórica foca o mercado do megahair e a transformação das madeixas em produto bilionário. "Nos anos 2000, o quilo do cabelo chegou a alcançar 400 euros, movimentando, só no mercado europeu, aproximadamente 30,7 bilhões de euros anuais", conta a autora. Que loucura, hein?

E o livro não se restringe ao universo feminino: mostra também a evolução das madeixas masculinas, dos primatas a Elvis Presley. Até barbas e bigodes ganham espaço na obra, com direito a linha do tempo e curiosidades como a transformação do rosto peludo de Fidel Castro em valor estratégico para a guerrilha.

Há ainda um capítulo inteiro dedicado aos cabelos dos negros, que sofrem com o estigma de "cabelo ruim" mesmo após os movimentos libertários assinados pelos dreadlocks e o black power. "A divisão entre pessoas de 'cabelo ruim' e 'cabelo bom' é indissociável da deportação dos africanos para o resto do mundo na condição de escravos. É a partir do escravismo que compreendemos como o estigma sobre o cabelo negro é constituído e como este nó se desfaz, no decorrer dos últimos séculos, numa verdadeira trajetória de libertação."



Um capítulo especialmente interessante para este blogueiro aqui é sobre as perucas. Apesar de não tratar da doação de fios (meu primeiro projeto no 365), Leusa aborda a questão das pessoas com câncer. "A peruca tornou-se importante acessório para pacientes submetidos a quimioterapia (...). No final do século 20, o doloroso trauma da perda do cabelo (...) passou a ser discutido abertamente pela sociedade, o que resultou na melhora do processo de aceitação da nova aparência."

Por fim, a autora fala dos cuidados com a juba (a gente também currrrrte) ao relatar a evolução dos shampoos e das tinturas e montar um pequeno dicionário de nomes curiosos de artefatos capilares e penteados. Você sabe o que é bigudi, umutinas, trepa-moleque?

Entre tantas descobertas proporcionadas pelo livro, uma se sobressai: a de que cabelo não simboliza mera vaidade. Para o monge que abdica dele ou para a criança com câncer que recebe uma peruca, os fios constituem força, valor e identidade.

Belíssimo incentivo para a missão do perucão solidário, não? Obrigado, Teca e Fabi! :)

02/02/2015

Em tempos de crise hídrica, o shampoo seco salva



Nunca botei muita fé. Um pó para lavar o cabelo? WTF? Mas, com a Cantareira evaporando e a possibilidade de um drástico racionamento de água assombrando São Paulo (adicional ao que já é feito, na surdina, há um ano, vale ressaltar), não teve jeito: precisei aderir ao shampoo seco.

E o troço funciona!

Logicamente, não dá para usar toda hora, mas substitui com louvor um dia ou outro de lavagem - a cidade agradece, especialmente se as suas madeixas demandam bons litros de água para ficarem limpas, como as minhas.

Escolhi uma marca recomendada pela blogosfera da beleza, Batiste, e apliquei o produto seguindo as instruções do fabricante (veja aqui): nas raízes, ao redor da cabeça, deixando o spray a uns 30 centímetros de distância e massageando a juba, depois, com as pontas dos dedos.



O pó é leve, tem cheiro suave, não deixa resíduos e acaba, incrivelmente, com a oleosidade da cabeleira (veja a foto lá no alto). Uma ótima saída para economizar água - ou para quando ela sumir de vez...