23/12/2014

Até 2015. Pá!



Amados, este blog vai dar uma pausénha para as festas, a comilança e o merecido descanso de fim de ano. Volto em janeiro, espero, com fôlego renovado e cabeleira reenergizada. Muito obrigado pela companhia até aqui!

E que 2015 seja o ano em que a solidariedade bata muito, mas muito cabelo.

22/12/2014

Como você mede um ano?



Já chorei muito ouvindo 'Seasons of Love', a primeira canção do musical 'Rent' (sou desses, sorry), que traz uma perguntinha bem propícia para tempos de Natal e réveillon: como você mede um ano? Em sóis, em luas? Em centímetros, quilômetros? Em risos, discussões, xícaras de café? Lágrimas, lições aprendidas, pontes destruídas... mortes?

Tentando colocar 2014 na balança, hoje, me flagrei amaldiçoando estes 365 dias prestes a acabar, pensando "vão tarde". De fato, se a minha régua tiver como alvos as decepções profissionais, as amizades desfeitas, tantos laços enfraquecidos, as dores e as lágrimas de pessoas essenciais... que este ano caia logo no esquecimento.

Mas aí veio 'Seasons of Love' e o dramalhão açucarado da Broadway, de repente, deu fim à minha embriaguez derrotista como uma injeção de glicose. How do you measure a year? Remember a year in the life of friends. Remember the love. Measure in love.

Meça o ano em amor, diz o elenco de 'Rent' – ressuscitado de algum ponto obscuro (embora purpurinado) do meu inconsciente. Meça naquele amor que completou oito anos em 2014 e parece eternizado a cada dia. Meça nos amigos que ficaram. Nas amizades que cresceram. Na esperança que se renovou. Enfim, meça no que deu certo (este blog, pô!).

Meu ano? Foi lindo.

18/12/2014

O maior fã do perucão solidário

Dois meses já se passaram desde que decidi ficar 365 dias sem cortar o cabelo, para doá-lo depois. E, enquanto eu tento lidar com os efeitos colaterais desta iniciativa sem surtar, alguém vem se deleitando com os fios cada vez mais longos, volumosos e pesados: Jun, meu gato.

Veja no vídeo:

08/12/2014

A amiga diva ensina #2: cuidando do cabelão na correria



Mari Chaya, ou just Chaya, é comadre das antigas e minha BFF heroína: ela consegue cuidar de dois filhos (absurdamente lindos, aliás), fazer faculdade e ainda continuar belíssima, com as madeixas invejáveis (apesar de sempre em pé, por conta das crianças, Mei e Jun, como você vê na foto). A genética japa que compartilhamos, vale ressaltar, dá aquela força. Manter uma juba oriental em dia, como já contei aqui, não requer muita luta. Mesmo assim, Chaya tem os seus truquezinhos de beleza capilar e divide alguns com a gente - pensando sobretudo em quem, como ela, vive contra o relógio - neste segundo post da série 'A amiga diva ensina'. Diga aí, minha nega!

Eu - Quantas vezes por semana você lava o seu cabelão nipônico?

Chaya - Olha, Márcio, existem alguns motivos para eu não lavar o cabelão todos os dias ou até com rigor em dias alternados. Primeiro: nossa água está prestes a acabar! Segundo: meu cabelo cai muito, então, aprendi que a lavagem diária diminui a proteção natural do couro cabeludo, aumentando a queda. Terceiro: meu cabelo demora muito a secar, deixando o couro cabeludo úmido por muito tempo, o que facilita o surgimento de doenças capilares. Por último (e  aqui você deixa de acreditar em todos os meus motivos anteriores): minha falta de tempo.

Nessa correria, dá para ter outros cuidados especiais com as madeixas?

Uma coisa me ajuda muito: eu não penteio o cabelo. Uma coisa me atrapalha muito: preciso usar o secador para não ter minha blusa encharcada e grudada nas costas. Existem alguns produtos que "lavam" o cabelo a seco... Não é indicado o seu uso regular, mas de vez em quando... que mal tem?

E o condicionador, usa com que frequência?

Uso condicionador todas as vezes em que lavo o cabelo.

Você ainda será minha amiga quando eu começar a usar um hashi para prender o coque no alto da cabeça?

Deixando um par para eu o comer o meu sushi...

01/12/2014

Deixar o cabelo crescer é:

- Descobrir que você nunca mais poderá escovar os dentes sem prender a juba. Porque comer o próprio cabelo com a boca cheia de pasta não é legal.

- Descobrir que um vento forte no cabelão pode te deixar mais desorientado do que DDA em suruba.

- Descobrir que desatar um nó nas madeixas pode acabar com o humor de uma semana.

- Ouvir do ativista do Greenpeace, na porta do metrô: “Vamos ajudar, amiga?”

- Entrar no metrô e ouvir da criança que aponta o dedo para a sua cabeça: "Mãe, isso não é cabelo de mulher?"

- Cancelar o seu treino de natação porque você se esqueceu de levar... os óculos? A sunga? A touca? O espírito esportivo? Não, a porra de um elástico de cabelo.

- Ofuscar qualquer esforço fashion com o volume da sua juba.

- Imaginar se daria para ficar rico produzindo sabão com a gordura que jorra do seu couro cabeludo.