26/11/2014

Quarentões, famosos, cabeludos... e dignos

Em fevereiro de 2015, completarei 40 anos. E o medo de virar um inadequado tiozão de madeixas longas já me atormenta. Por isso, procurei consolo em alguns quarentões famosos e cabeludos, aqueles que ganharam juba sem perder a linha. Será que eu chego?



Brad Pitt



Jared Leto



Gavin Rossdale



Christian Bale



Josh Holloway



Legolas Greenleaf (este, já um pouco acima dos 40...)

24/11/2014

Projeto da juba solidária completa um mês



Escrevo este post em 24 de novembro de 2014, exatamente 38 dias após o início do projeto do perucão solidário (lembra do day one?). As fotos acima mostram que o tempo já deixa marcas no comprimento das minhas madeixas - no lado esquerdo está o registro do primeiro dia e, no direito, o de hoje. Sinto os fios mais pesados e prendê-los virou rotina quase diária. Elásticos acabaram promovidos, assim, a artigos de primeira necessidade.

No quesito manutenção, não tenho enfrentado dificuldade. Lavo todos os dias, como sempre fiz, e condiciono vez ou outra, só nas pontas. Mas sei que a coisa deve se complicar lá na frente, quando eu, de fato, puder chamar meu cabelo de comprido. Aí, a ajuda das amigas divas (novas participações estão por vir!) será valiosíssima.

O melhor resultado destes 38 primeiros dias, entretanto, não está pendurado na minha cabeça. Amigas e novas amigas decidindo me acompanhar na missão de ficar um ano inteiro sem cortar a juba, para fins de doação, foram os frutos mais bacanas - e surpreendentes - até agora. Que essa corrente do bem vire, ao fim dos 327 dias restantes do projeto, uma bela trança de Rapunzel.

19/11/2014

Como se faz uma peruca?

O jornal gaúcho 'Zero Hora' produziu uma linda reportagem sobre como os cabelos de doadores se transformam em perucas para crianças e mulheres com câncer. Segundo a matéria, são necessárias mechas fornecidas por duas ou três pessoas e em média quatro dias de trabalho para a confecção de apenas uma peruca.

Saiba como doar os seus cabelos

Veja o passo-a-passo:



Depois de separadas de acordo com textura e cor, as mechas passam por limpeza em um cardeador, equipamento com fileiras de pinos de metal que retem os fios mais curtos.



Os fios são unidos, lado a lado, por linhas de costura. Cada metro da tira de cabelo demora uma hora para ficar pronto.



Depois de limpa, uma tira de 12 metros de tecelagem de cabelos começa a ser fixada na touca de telas, em sentido espiral.



Para que o miolo da peruca fique com acabamento natural, os fios são fixados na toca um a um.



A finalização é feita por um cabeleireiro. Se necessário, os fios são pintados.

Leia a matéria na íntegra, com depoimentos de quem doou e de quem recebeu cabelos

17/11/2014

Obrigado, Isabela! ;)



Foi a filha de 8 anos quem incentivou a jornalista Paloma Cotes a deixar as madeixas crescerem. "Eu sempre cortei supercurto, mas a Isabela queria me ver de cabelo comprido", conta. Aí, a vontade de agradar sua pequena se juntou à solidariedade. "Comecei a pesquisar iniciativas que mostravam que era possível doar os cabelos. Então, prometi à Isabela que doaria os meus quando eles ficassem bem compridos."

A decisão acabou esbarrando aqui no 365 por meio do Facebook. "Li o post sobre a Laura (amiga diva-mor) e resolvi participar do projeto." Nascia, assim, mais uma grande parceira do blog. Paloma se junta a Stella Ribeiro e Sabrina Braile na iniciativa de me acompanhar a passar 365 dias sem aparar a juba, para doá-la no fim do período. "Não me importo de deixar meu cabelo curto novamente por uma boa causa", promete a nova cabeluda do bem.

Já buscando cumprir a missão com louvor, Paloma investe na tonalização dos fios brancos e na hidratação, para que as madeixas cresçam saudáveis e não pesem muito. "Espero que, no fim, elas rendam uma peruca bem bonita." Aplausos!

10/11/2014

Mais uma adesão! \o/



Amiga do coração e, agora, do cabelão. Sabrina Braile é a segunda bela e querida a aderir ao projeto do perucón solidário! A primeira - lembra? - foi Stella Ribeiro, que, inclusive, inspirou Sá a decidir ficar 365 dias sem cortas as madeixas, doando-as, depois, a uma instituição que confecciona perucas para pacientes com câncer.

Que lindeza essa corrente do bem se formando por aqui, viu?

E Sá ainda passa a representar as divas de cabelos ondulados e cacheados, antes ausentes no blog. Quer lacrar o c** das inimigas com fios longos e encaracolados? Confira as dicas preciosas da nova parceira do 365!

Eu - O que te fez tomar a decisão de doar as madeixas, Sá?

- Tenho vontade de doar desde que conheci a iniciativa, há coisa de um ano. Sei que perucas de cabelo natural são bem caras e inacessíveis a grande parte das pacientes de câncer. Fiquei animada com seu projeto e, quando vi a adesão da Stella, decidi aderir também. :)

Você sabe qual o comprimento do seu rabo (ui) hoje?

Tenho 39 cm de rabo. Se esticar, são 44.

Como você mora em Brasília, vai doar os seus cabelos para uma instituição daí, certo? Já conhece alguma? Apresenta pra gente?

Por enquanto, conheço apenas a Rede Feminina de Combate ao Câncer, que recebe doações e distribui as perucas entre pacientes do Hospital de Base. Há também um salão de beleza que faz o corte e já encaminha o cabelo para a confecção das perucas, que serão entregues também ao Hospital de Base do DF.

Sua juba é ondulada e toda linda. Que rotina de cuidados você adota? 

Sou cosmetic freak e viciada em todo tipo de finalizadores: cremes sem enxágue, mousses, ativadores de cachos. Gosto de usar óleos, mas só os de origem vegetal (óleo de coco, de argan, etc.). Não tenho feito nenhum procedimento com química e isso ajuda o cabelo a crescer saudável. Também não uso produtos que contenham sulfatos ou parabenos.

Você jura por Nossa Senhora do Cabelo Duro que não vai dar nem uma aparadinha no cabelo? Se quebrar o pacto, vai me contar? Não disse nada antes, mas a punição para quem desistir do projeto é perder um dedo...

Juro que prometo! Ficar sem cortar é super de boa pra mim. Tenho a hippie interior bastante aflorada!

05/11/2014

Cabeludo, mas na moda



O fim de mais uma São Paulo Fashion Week, nesta sexta-feira, me faz lembrar, com certa nostalgia, dos tempos em que moda dominava o meu calvário pelo jornalismo. Cobri vários desfiles na mesma SPFW (incluindo backstages, quase sucursais do inferno), escrevi matérias diversas sobre o assunto, produzi editoriais e até assinei colunas em jornais. Mesmo sofrendo e bufando, eu conseguia me divertir. E sempre gostei de roupas. Muito.

Ainda assim, nunca fui um it boy ou fashionista típico. Cultivo um senso de estética bem particular e procuro ser fiel a ele, preferindo não seguir tendências.

Tal postura, entretanto, não evitou que, quando decidi encarar o desafio do cabelão, um leve calafrio escalasse a minha espinha. "Vai ficar bom com o que possuo no guarda-roupa?", matutei. "Não ficarei datado?" E aí todo aquele discursinho tenho-estilo-e-só-visto-o-que-quero evaporou. Fui correndo ver se homem de cabelo comprido ainda pode ser fashion.



Descobri que em voga mesmo estão os cortes bem batidos ao redor da cabeça e volumosos em cima, de ar retrô, como mostra o site Moda para Homens. Mas (ufa!) também há espaço para os fios longos presos em coque, acima ou atrás do crânio (como bem citou a amiga diva Laura). Uma ótima saída, aliás, para os dias em que a juba virar um ninho de urubu ao amanhecer. E o 'visu', veja só, ainda harmoniza com os meus looks tããão autorais.

Enfim: bom saber que os cabeludos têm lugar na moda - e péssimo assumir que eu não ligo para tendências até a página dois.


Fotos: Moda para Homens

03/11/2014

Valorizando a doação



Minhas madeixas nipônicas atraem elogios frequentemente - e também algum ódio, sobretudo feminino. Dizer que eu não preciso fazer nada para manter a juba lisa e brilhante é quase um insulto para muitas mulheres. Por isso, neste post, vou falar um pouco sobre as características dos cabelos orientais, que os tornam tão desejados e, assim, um material valioso para doação.

A lisura natural e a grande espessura dos fios vêm de uma estrutura robusta, composta por várias capas de células de cutículas. É esta proteção, inclusive, que faz das madeixas asiáticas as mais resistentes à ação de secadores, chapinhas, escovas e agentes químicos em geral. Tente fazer um cachinho na minha franja e comprove.

Outro elemento característico dos fios orientais é a medula, o “miolo” das fibras, também responsável pela grossura delas. Nos demais tipos de fios, a medula pode ser ausente ou descontínua, mas, nos asiáticos, está sempre presente. E, no nosso caso, ela ainda surge repleta de pigmentos, contribuindo para o maior brilho da juba.

Aprender tudo isso foi bom para a autoestima, mas me alegrou mais saber que poderei doar, no fim de 365 dias, um material tão resistente, além de desejado.

Mulheres, me perdoem?